
A história do Grêmio data de antes de sua fundação. Um fato importante para a criação do clube foi a disputa de um jogo de futebol entre ingleses e alemães que atuavam pelo Rio Grande. Após o esvaziamento da bola da partida, o paulista Cândido Dias da Silva emprestou a pelota que trazia. Em troca do favor, ele recebeu lições do esporte por parte dos jogadores; oito dias depois, em 15 de setembro de 1903, trinta e dois homens se reuniram no Salão Grau, restaurante de um hotel da rua 15 de Novembro (atual rua José Montauri), no Centro de Porto Alegre e fundaram o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Carlos Luiz Bohrer foi, então, eleito o primeiro presidente do clube. [1]
Um dos primeiros atos do clube, tendo em vista a consolidação da associação foi a compra de um terreno na Chácara dos Mostardeiro, em que foi construído o Estádio da Baixada. O local se localizava no atual bairro Moinhos de Vento. A primeira competição disputada foi a Taça Wanderpreiss, com a primeira edição em 6 de março de 1904, vencido pelo Grêmio contra o Fussball Club Porto Alegre (que havia sido fundado no mesmo dia em que o Grêmio).[1][2]
A tradição, portanto, começou a se criar. Alguns anos depois, em 18 de julho de 1909, o primeiro jogo contra o Sport Club Internacional, que mais tarde se tornaria o seu arquirrival, foi disputado, com vitória de 10-0 para os tricolores. No ano seguinte, foi criada a 1ª Liga de Clubes de Porto Alegre, por ideia vinda do Grêmio. Posteriormente, foi realizado o Campeonato Citadino de Porto Alegre, o qual o Tricolor venceu ininterruptamente de 1911 a 1915. Mesmo amador, o clube já jogava contra equipes de outros estados, ou até mesmo países.[1]
Na década seguinte, a hegemonia do clube se seguiu. O pentacampeonato metropolitano (1919-1923) e o título de três Campeonatos Gaúchos (1921/22 e 1926), competição esta criada em 1920. Os anos 1930 continuaram dando combustível ao desenvolvimento do Grêmio. Conquistas como o tetracampeonato de Porto Alegre (1930-1933) e o bicampeonato gaúcho (1931/32). O auge de tal era foi 1935, com o famoso Gre-nal Farroupilha, nome dado, na verdade, ao campeonato citadino inteiro, por ocasião do centenário da Revolução Farroupilha. Ao ganhar do tradicional rival, o Tricolor sagrou-se campeão. Esta foi a última partida de Eurico Lara, que havia começado a jogar pelo clube em 1920, transformando-se em uma lenda do clube. Portanto, tal época proveu ao clube tanto títulos quanto o início da sua tradição e respeito.[1][3]
[editar] 1937-1953 – O profissionalismo no clube
Após uma onda de profissionalizações do futebol na América do Sul, no início da década de 1930, o Rio Grande do Sul resolveu também migrar para esse novo modo de gerenciar o futebol. No ano de 1937, foi criada no estado a Especializada, departamento profissional filiado à Federação Brasileira de Futebol. Esta fez um campeonato metropolitano não relacionado com o antigo citadino, realizado pelo Federação Rio-Grandense de Desportos (atual Federação Gaúcha de Futebol), que era filiada à Confederação Brasileira de Desportos. Até 1939, mesmo ganhando os três metropolitanos, o Grêmio não se classificou para o Campeonato Gaúcho, por causa de tal divergência, é dirimida nos anos 1940. Com a criação do Conselho Nacional de Desportos, o profissionalismo foi oficialmente adotado pelo Tricolor.[1]
No final de 1949, o Grêmio realizou a primeira temporada no exterior de um time gaúcho ao ir para a América Central.[4] No ano seguinte, já pensando em construir um novo estádio, visto que a Baixada estava se tornando insuficiente para o clube, foi realizado um concurso para escolher uma proposta de estádio. No dia 8 de janeiro de 1951, foi escolhida a proposição de Plínio Oliveira Almeida, Naum Turquenitch e Edison Ribeiro.[5]
Em 1952, o Grêmio contratou pela primeira vez em sua história um atleta negro, Tesourinha. O jogador veio do Vasco da Gama.[6] Contudo, na década de 1920, já havia jogadores afro-descendentes no clube, porém, não de forma oficial: Adão Lima (de 1925 a 1935), Hélio e Mário Carioca (ambos na década de 1940) e Hermes da Conceição (1947 a 1950) já haviam jogado no Tricolor, anteriormente.[4]
Em 1953 e 1954, o Grêmio fez a sua segunda excursão internacional, desta vez pelo México), Equador e Colômbia.[1] Em abril de 1953, foi iniciada, finalizada apenas em 1954.[4][5] Telêmaco frazão de Lima era o treinador.[4]
[editar] 1954-1980 – O estádio e o hepta gaúcho
Em 19 de setembro de 1954, o Grêmio inaugurou o seu maior projeto desde a sua fundação: o Estádio Olímpico. Com capacidade para 38 mil pessoas, ele tinha um só anel. No jogo de inauguração, o Grêmio venceu o Nacional, de Montevidéu por 2-0. O presidente, na época era Saturnino Vanzelotti.[5]
Nos anos seguintes, o Grêmio disputou treze campeonatos e venceu doze. Conquistou o pentacampeonato Gaúcho e Metropolitano (1956-1960) e o heptacampeonato Gaúcho (1962-1968), sendo esta a maior sequência de títulos do Gauchão do clube.[1] No Gauchão de 1956, bateu o Pelotas; nos anos seguintes, venceu na final o Bagé, o Guarany de Bagé e o Clube Esportivo Aimoré, respectivamente.[4] O Campeonato de 1960 foi decidido em jogos entre quatro equipes (Grêmio, Pelotas, 14 de Julho e Esporte Clube Nacional).
O Tricolor também participou da Taça Brasil, que reunia os campeões estaduais, em quase todos estes anos, tendo sido três vezes semifinalista (1959, 1963 e 1967). Também jogou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, e atingiu seu ponto máximo em 1967, quando chegou ao quadrangular final, mas acabou ficando em quatro lugar. Esta época também deu ao clube os títulos do Campeonato Sul-Brasileiro de 1962, de forma invicta, e da Copa Río de La Plata, em 1968 (esta a primeira conquista internacional).[1] Seguindo a onda iniciado no estado pelo Cruzeiro, de Porto Alegre, que havia excursionado à Europa em 1953, o Tricolor também foi ao Velho Continente, em 1961 e 1962.[1][7]
Em 1970, o Grêmio teve a primeira convocação de um jogador para a Seleção Brasileira em ano de título mundial. Everaldo foi convocado para o escrete e ganhou uma estrela na bandeira do tricolor.[1][8] Após o início da década de 1970 contar com domínio do adversário em relação aos Campeonatos Gaúchos, o Grêmio conseguiu, em 1977, reverter a situação e voltar a ser campeão do estado, onze anos após seu último título desse tipo. O Tricolor venceu o Internacional na final por 1-0, com gol de André Catimba e ficou com a taça. Este fato é tido como uma retomada do Grêmio, que culminou em grandes conquistas na década de 1980.[9]
[editar] 1981-1982 – Prenúncio de conquistas
Os anos 1980 começaram bem para o Grêmio. Já em 1980, o time foi campeão do Gauchão. No Campeonato Brasileiro, uma sexta colocação foi conseguida, aquém, porém, dos melhores desempenhos na década passada (quinta em 1973 e 1974). No âmbito de patrimônio, o Estádio Olímpico foi ampliado e se tornou o "Olímpico Monumental", vista a grandeza da construção. O presidente na época era Hélio Dourado.[10] Em 1981, apesar de não ganhar o torneio regional, o Grêmio teve o seu melhor ano desde a sua fundação: conquistou o Brasileirão, que contava, então, com quarenta e quatro times. A final foi em um jogo emblemático contra o São Paulo, no Estádio do Morumbi, em que o Grêmio fez 1-0, com um gol de Baltazar. A partir daí, o Grêmio iniciou uma época de ascensão.[1]
[editar] 1983 – O melhor ano da história
No ano de 1982, foi vice-campeão brasileiro, perdendo para o Flamengo na final, que só foi decidida em um jogo-desempate. Na sua primeira participação na Copa Libertadores da América, o time acabou sendo eliminado na primeira fase, mas ganhou experiência para a próxima Libertadores, a ser disputada no ano seguinte.[11]
Pode-se afirmar que, em termos de títulos, 1983 foi o melhor ano do clube em cento e seis anos de história. Neste espaço de tempo, uma Taça Libertadores e um Mundial Interclubes, títulos inéditos para o Rio Grande do Sul. A primeira conquista foi feita em etapas: na primeira fase, o Tricolor foi campeão de seu grupo e "se vingou" (por causa do Brasileirão do ano anterior) do Flamengo, que não se classificou; na segunda fase, o time disputou um triangular com o Estudiantes de La Plata (com quem jogou a Batalha de La Plata, em que o time se viu obrigado a ceder o empate ao adversário depois de estar vencendo por 3-1, pela falta de condições de segurança) e com o América de Cáli; vencido o grupo anterior, a final estava desenhada contra o Peñarol, que foi batido por 3-2 no placar agregado (1-1 e 2-1), com destaque para as atuações de Tita (que marcou o gol em Montevidéu), César (que fez o gol decisivo em Porto Alegre) e Renato Portaluppi (que cruzou para o gol de César.[1]
Com a vitória na Libertadores, o Grêmio se classificou para disputar o Mundial Interclubes em Tóquio, contra o Hamburgo, que havia ganhado a Copa Europeia (antecessora da Liga dos Campeões da UEFA), vencendo a Juventus na final. Priorizando, obviamente, o Mundial, equipe acabou ficando na terceira colocação do Gauchão daquele ano. O dia da grande partida da história do clube foi 11 de dezembro de 1983, e o local era o Estádio Olímpico de Tóquio. Após sair vencendo com um gol de Renato Portaluppi, o Tricolor cedeu o empate aos alemães nos minutos finais. O jogo, então, foi para a prorrogação. No tempo extra brilhou a estrela de Portaluppi, que, aos três minutos marcou o gol. Como não era morte súbita, o time ainda sustentou o resultado até o final do jogo e comemorou o título, o maior do clube.[1] Renato, o herói do jogo, foi eleito o melhor em campo. Em Porto Alegre, a torcida comemorou em êxtase. Na volta para casa, o Grêmio ainda venceu a Los Angeles Cup, na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, ao ganhador do América do México nos pênaltis (4-3) após empate de 2-2. Ao chegar em Porto Alegre, a delegação dos campeões desfilou pelas ruas em um carro de bombeiros..[12]
[editar] 1984-1990 – Mais títulos
Em 1984, o Grêmio não repetiu o ano anterior por detalhe. Após chegar novamente à final da Libertadores, foi derrotado pelo Independiente, pelo placar agregado de 1-0 (0-1 em casa e 0-0 fora). Contudo, o clube foi hexacampeão gaúcho (1985-1990).[1]
O título deu uma visibilidade enorme para o clube, que foi convidado para participar de vários torneios no exterior. Alguns dos mais importantes vencidos pelo time foram ; o Troféu Palma de Mallorca (Espanha) e a Copa Rotterdan (Países Baixos), em 1985; e o bicampeonato da Copa Phillips (Países Baixos e Suíça) em 1986 e 1987. Contudo, o clube já participava de torneios no estrangeiro anteriormente, visto que ganhou a Copa El Salvador del Mundo (El Salvador) e o Troféu Ciudad de Valladolid (Valladolid), ambos em 1981.[1]
O Grêmio venceu ainda a Copa do Brasil, em 1989 (vencendo o Sport na final), na primeira edição da competição. No ano seguinte, venceu a Supercopa do Brasil, superando o Vasco da Gama na final.[1]
[editar] 1991-2001 – Descida e ascensão
Em 1991, o Grêmio viveu uma situação contrastante no futebol: chegou à final da Copa do Brasil, mas perdeu para o Criciúma. No Campeonato Brasileiro, foi rebaixado à Divisão Classificatória pela primeira vez.[13] Isso o obrigou a jogar a divisão inferior no ano seguinte. Ficando em terceiro do seu grupo, foi promovido à Série A.[13]
Em 1993, o Tricolor voltou a vencer o Campeonato Gaúcho, que não conquistava de 1990. Nesse mesmo ano, Luiz Felipe Scolari, que já tivera uma passagem pelo clube, em 1987, foi contratado como treinador. Também em 1993, o time voltou à final de um campeonato nacional e foi vice-campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte, o time de Felipão não deixou o título escapar, ao vencer o Ceará na final. O título deu direito ao clube de disputar a Copa Libertadores de 1995.[1] O time não disputava tal competição desde 1990, mas, mesmo algum tempo depois de disputá-la pela última vez, foi muito bem.[1]
O time de Felipão contava com o ataque de Paulo Nunes e Jardel e Danrlei no gol, três dos principais jogadores do clube. Mesmo assim, não tinha um grande plantel, mas foi avançando na competição. O ponto alto, antes da final, foram os jogos contra o Palmeiras, pelas quartas de final: em Porto Alegre, 5-0 para os gaúchos e em São Paulo, 5-1 para os paulistas. Na final, o adversário foi o Atlético Nacional, da Colômbia. Com uma vitória de 3-1 em casa e empate de 1-1 fora, o título ficou com os brasileiros.[1]
Classificado para o Mundial Interclubes de 1995 contra o Ajax, o time empatou em 0-0 contra os neerlandeses, mas perdeu nos pênaltis por 4-3.[1]
Entretanto, já no ano seguinte, o clube deu mais uma conquista a sua torcida: o segundo Campeonato Brasileiro, conquistado após derrota em São Paulo contra a Portuguesa de Desportos por 2-0 e vitória pelo mesmo placar em Porto Alegre, com um gol de Aílton, nos minutos finais de partida. Também em 1996, o Tricolor venceu a Recopa Sul-Americana, ganhando do Independiente por 4-1. No ano seguinte, o título mais importante foi a Copa do Brasil, vencida após dois empates contra o Flamengo (0-0 em casa e 2-2 fora).[1]
Em 1999, as conquistas foram a Copa Sul e o Campeonato Gaúcho.[1] No ano de 2000, a direção do clube, então com o presidente José Alberto Guerreiro, firmou um contrato com empresa suíça ISL. A empresa bancaria contratações para o Grêmio, pagando o salário dos jogadores. Com essa parceria, o clube trouxe jogadores como Amato, Astrada, Paulo Nunes e Zinho. Os três primeiros foram pagos pela empresa suíça com três cheques em nome do Grêmio, que chegavam a 500 mil reais, mas os clubes donos de seus passes não receberam o dinheiro, que foi desviado. Após a falência da ISL, foi constado que o Grêmio estava quebrado, visto que teria que pagar por custos que antes a empresa parceira arcava.[14]
Em 2001 o clube venceu a Copa do Brasil em final disputada contra o Corinthians (2-2 em casa e 3-1 fora) e se tornando tetracampeão do torneio.[1]
[editar] 2002-2004 – Decadência
Na Libertadores 2002, a equipe novamente chegou às semifinais, mas caiu diante do Olimpia do Paraguai nos pênaltis por 5-4.
No ano de seu centenário, em 2003, o Grêmio escapou do descenso apenas na última rodada, com uma vitória sobre o Corinthians, por 3-0. A partir desse ano, o Grêmio enfrentou o auge de sua crise financeira. Por causa da situação deixada pela ISL e pelas administrações passadas, o clube acabou atingindo uma situação insustentável. O Tricolor acabou devendo em encargos trabalhistas para jogadores, funcionários e para clubes.[15] Em 2004, com pouco dinheiro em caixa e uma dívida de 101,7 milhões, o time novamente foi montado sem dinheiro e saiu fraco.[16] No Campeonato Brasileiro, o time conseguiu vencer apenas nove jogos, entre quarenta e seis possíveis e foi rebaixado à Série B pela segunda vez. As dívidas contraídas pelo clube são tidas como fator capital para o rebaixamento do clube.
[editar] 2005-2009 – A volta por cima
Em 2005, ainda sem dinheiro em caixa, o Grêmio continuava em situação quase falimentar. A dívida ascendia a 108 milhões, sendo 56 milhões a curto prazo.[16] Para tentar contornar a situação, o técnico Hugo De León, ídolo do clube foi contratado como treinador.[17] No Campeonato Gaúcho, o time foi mal. Para tentar inverter a situação, Mano Menezes foi contratado para o lugar do uruguaio. Na Série B, o time foi mal no início, mas se classificou entre os oito primeiros e conseguiu disputar o quadrangular final. Nesta fase da competição, desperdiçou chances de ganhar da Portuguesa de Desportos e do Santa Cruz. A ascensão teve de ser decidida contra o Náutico, no Estádio dos Aflitos, em Recife. Depois de ter dois pênaltis marcados contra (desperdiçados pelo adversário) e quatro jogadores expulsos, o Tricolor, ainda assim, conseguiu marcar o gol do título, feito por Anderson. Desse modo heroico, o time conseguiu a subida novamente à Série A.[1]
De volta ao convívio dos grandes em 2006, o Grêmio reconquistou a hegemonia no Rio Grande do Sul ao conquistar seu trigésimo-quarto Campeonato Gaúcho após dois empates (0-0 e 1-1) que deram o título ao Grêmio por causa do gol qualificado.[18] No Campeonato Brasileiro de 2006, o time surpreendeu e chegou em terceiro, após um início irregular, conseguiu organizar o time e chegou na terceira colocação, se classificando para a Libertadores do ano seguinte.
Em 2007, o Grêmio foi bicampeão gaúcho. Na Copa Libertadores 2007, o time chegou até a final, mas foi derrotado pelo Boca Juniors (3-0 fora e 0-2 em casa). No Campeonato Brasileiro de 2007, o sexto lugar foi a colocação final.
Em 2008, a equipe teve um início de ano conturbado. Vágner Mancini, recém contratado para substituir Mano Menezes, foi demitido do clube com seis jogos disputados e nenhuma derrota.[19] Celso Roth foi contratado para ocupar a sua função.[20] Após as eliminações do Campeonato Gaúcho e Copa do Brasil, pelo Juventude e Atlético Goianiense, respectivamente, uma grande parte da torcida pediu a demissão do treinador. O diretor de futebol, Paulo Pelaipe, que estava no clube desde 2005, quando o clube subiu, acabou saindo da direção por causa dessa pressão. Apesar disso, o novo diretor de futebol, André Krieger deixou Roth fazer seu trabalho. Desse modo, o técnico levou o time ao vice-campeonato do Campeonato Brasileiro, um feito considerável, já que o treinador era desacreditado. Assim, a torcida acabou virando para o lado de Roth. A classificação final no Brasileirão rendeu ao Grêmio a classificação à Libertadores 2009, mas, no dia 5 de abril de 2009, ao perder mais um clássico Gre-nal, foi demitido. Marcelo Rospide, assumiu o cargo de treinador interinamente, até a chegada de Paulo Autuori, no fim de maio.[21]
O time acabou eliminado da Copa Libertadores de 2009, nas semifinais, ao perder pelo placar agregado de 5-3 (3-1 e 2-2) para o Cruzeiro. No intervalo de agosto de 2008 e julho de 2009, segundo o ranking da IFFHS, o Grêmio na nona colocação do ranking de clubes do mundo, sendo o melhor brasileiro e segundo melhor sul-americano, atrás somente do Estudiantes de La Plata, então campeão da Copa Libertadores.
O final de 2009 também marcou a despedida do capitão Tcheco. O jogador esteve no Grêmio em 2006, 2007, 2008 e 2009 e foi um dos destaques desde a volta do time à Série A. Com 182 jogos pelo Grêmio, marcou 43 gols e conquistou dois Campeonatos Gaúchos (2006 e 2007) além de um Vice-campeonato da Libertadores e um Vice-campeonato do Campeonato Brasileiro. Ganhou pelo Grêmio também títulos individuais como 2º melhor meio-campista direito do Campeonato Brasileiro de 2008 e a Bola de Prata da Revista Placar em 2008. Sua despedida foi dia 29 de novembro contra o Barueri em casa. o Grêmio venceu a partida por 4 a 2. [23]
No Campeonato Brasileiro, o clube terminou com um modesto 8º lugar, mas conseguiu fazer um feito inédito na era dos pontos corridos terminando o campeonato com uma campanha invicta em casa.[24] Na rodada final, o Flamengo derrotou o Grêmio no estádio do Maracanã por dois a um e ficou com o título da competição.O Internacional, além de São Paulo e Palmeiras, teria chances de ganhar o campeonato caso o Tricolor vencesse. Ao término da partida, Duda Kroeff anunciou que Silas seria o treinador do clube na próxima temporada. O presidente do clube também oficializou a contratação de Paulo Paixão para o cargo de preparador físico
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